quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um fio cada vez mais fino



Em seu ultimo suspiro


Em seu ultimo momento aqui na terra, enquanto segurava minha mão e contemplava meus olhos minha mãe disse-me: Estou com medo desta “jornada”. Disse-lhe: A vida inteira a senhora se dedicou a aliviar o sofrimento das pessoas, indiferente a um mundo que a julgava e condenava. Lembro-me da tua firmeza ao não desistir daqueles que todos julgavam irremediavelmente perdidos, quase todos tiveram suas vidas reestruturadas a partir dos impulsos que destes. Creia que receberá neste momento a mesma ajuda que destes. Sorrindo ela ficou sorrindo ela partiu. No enterro (formalidade social) enquanto meus irmãos se descabelavam permaneci calmo e sereno. Depois de sua jornada encontrei-me ainda várias vezes com ela em diversas situações devido a minha facilidade de desdobramento (e olha que ela nunca acreditou que eu podia ver “espíritos”).
Hoje passados doze meses ainda nos encontramos, porém à medida que ela passa pelas outras “mortes”, o “fio” que nos une está cada vez mais fino e longo. Tenho saudades, mas sei que estás sendo amparada.
  O amor é um elo fortíssimo, que quebra barreiras e "barreiras".
Devo acrescentar que tive uma excelente ajudante no cuidado com a minha mãe, minha neta "Lais" de três anos. Acompanhava-me em tudo, quando minha mãe nos chamava ela saia correndo na frente dizendo: Corre vô, vem comigo, a "Bisa tá chamando". No momento final minha mãe segurava uma de minhas mãos e ela a outra. Naquele momento cuidar da minha mãe e da minha neta ao mesmo tempo não tinha peso algum para mim. Foi uma graça Divina aqueles momentos de puro amor, inesquecíveis, oportunidades de "ouro". Hoje retomei as minhas atividades profissionais e minha neta está na "escolinha".
 Acredito que naquele momento nossas três almas entoaram em coro uma linda "nota" dentro da sinfonia cósmica do amor incondicional.
Existe uma espécie de química oculta trabalhando em nossos corações quando a energia do amor nos toca (não o desejo), a vivência ao lado da minha mãe e neta redimensionou o “sentir” da vida em mim, não mais veria “o mundo com os olhos de antes”.  A simplicidade do “nascer do dia era e é o suficiente para preencher todo meu ser de alegria, a felicidade passou a ser algo muito “simples”. Juntos nós (eu, minha mãe e minha neta) enfrentamos várias situações difíceis (como no primeiro dia que tivemos que dar banho nela sozinhos), mas houve uma doação total para que tudo ocorresse da melhor forma possível. Nestes momentos a única coisa que realmente conta é o amor e a presença. Pagar uma enfermeira para estar ao lado dela não teria suprido “as reais necessidades de sua alma” (isso fiquei sabendo em nossas conversas posteriores a seu desencarne).
Esta é a forma que encontrei de homenagear todas as mães que de fato são a luz deste mundo e o sal da terra.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Na cabana



Encontro marcado

 Na cabana


Sentado a beira da lareira observo atentamente o crepitar das chamas, o cheiro das brasas vivas trazem-me lembranças de uma vida distante sem medida temporal. Dou-me inteiro enquanto suavemente minha alma desliza para fora de seu templo carnal. De repente sinto minhas pernas congelarem, respiro profundamente e me permito levar sem destino. Aos poucos vou me percebendo caminhando à noite em uma floresta coberta por neve, a caminhada é difícil e o frio de tão intenso chega a congelar os “ossos”. Vejo meu corpo protegido por vestimentas rudimentares elaboradas com peles de animais, depois da caminhada chego a uma cabana construída com grosas toras de madeira, lá dentro a outra lareira onde a chama trás a moradia o calor necessário a vida. Tudo me é muito familiar, meu coração acelera ao perceber uma figura feminina de costas para mim, chego a sentir o seu doce e delicado perfume, uma tormenta de fortíssimas emoções invade minha alma. Ela se vira para mim evidenciando um largo sorriso enquanto todo o ambiente inunda-se da alegria de nosso encontro. Tudo gira mudando rapidamente o cenário, agora do lado de fora da cabana não há neve, olhando o céu vejo uma “chuva de estrelas” que não tocam a terra. Em meio à magia do momento a mulher da à luz uma criança, há muito sangue, forças ocultas tentam arrebatar a criança, porém minha presença é suficiente para contê-las. Observo minhas mãos ensanguentadas, pois havia realizado o parto, o alívio estampado nos olhos da mulher demonstrava que tudo tinha dado certo. Não consigo reter nada, novamente tudo se esvai como fumaça ao vento, deixando forte no peito um gostinho de “quero mais”.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Verdades, verdades e capacitação a outras maiores



Verdades, verdades e capacitação a outras maiores


 
A criação humana trouxe "tremenda confusão no cosmos", guerras de nível cósmico tiveram como "pivô" central o "homem" e o seu alto grau destrutivo. Saindo de "outra esfera" evolutiva surge sem qualquer aviso "um interventor", que aprisiona todas as almas envolvidas em trinta e sete planetas de "expiação". Foi quando o próprio Deus fez o que jamais havia feito antes "na eternidade", se fez carne e habitou simultaneamente nos trinta e sete planetas de expiação, para colocar ordem na casa e salvar a "raça humana" daqueles que a intentavam destruir. A raça humana estava sob judicie naquele momento e Deus Pegou a "todos de surpresa", nem as mais altas hierarquias celestiais sabiam na época que era "ele", aquele que tudo é. Dado o grau de "entendimento" desta história, foi escrito: E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus.
Não importa o entendimento, a verdade é que Deus se fez carne para salvar a Raça humana não só na terra, mas em todo o cosmos e a partir deste momento criou leis que fariam a raça ser aceita em seu "reino". No momento que Deus chegou à terra estávamos nas mãos do "interventor", que não o reconheceu. Existem verdades e verdades e ainda outras maiores, mas se não se crê no Deus que se fez carne, não é da parte de Deus. Não se liberta dos mundos de expiação. Eu sou a verdade, o caminho e a vida. Não há vida para a "alma humana" fora do circulo de "proteção de Deus". Os perigos para a alma humana são o interventor e "outros usurpadores". A verdade é uma "armadura" para a qual vamos nos capacitando. O cosmos é uma selva onde mesmo os leões precisam estar em vigília.

Em 21/11/2012 escrevi:

A alma humana encontra-se fragmentada e aprisionada em 37 mundos de expiação, este processo se deu ao longo de sucessivas guerras cósmicas entre os seguidores do Cristo e do anti-Cristo. Na terra encontram se os exilados, os refugiados e os prisioneiros, nossa intenção de forma impessoal e incondicional é partilhar tudo que percebemos e vivemos no nível de consciência mais elevado possível.
De tanto tempo aprisionado a raça humana vive em níveis absurdos a Síndrome de Estocolmo

quinta-feira, 10 de abril de 2014

É lastimável esta mentalidade retrógrada


É lastimável esta mentalidade retrógrada de achar que a culpa de “alguma coisa” é do governo. Não sou o advogado do diabo, porém todo que pensa assim deveria bater no peito e dizer: Minha culpa, minha culpa. O desconhecimento da lei (maior da vida) não isenta das responsabilidades perante ela. A esmagadora maioria dos murmurantes habita as trevas da própria ignorância, desconhecem os próprios detritos que geram e nem de longe sabem do “fedor que exalam”, mas se lavam com “perfumes” por não suportar eles mesmos. Exigem o que “não têm o mérito de ter”. Sepulcros caiados onde a luz não penetra. Pulam em brasas se contorcem das próprias ilusões, pois ainda não aprenderam que a “Vida é o foco que se dá a ela”.
Continuem então a por a culpa no governo, no ladrão, no papa, no diabo ou no que quiserem, façam revoluções, se banhem em sangue, que nada muda, não no sentido evolutivo da alma, não no sentido de deixarem de ser “animais selvagens”, não no sentido de banir a dor dos aprendizados no planeta terra.

Reflita, não é você reagindo as situações que a vida aleatoriamente lhe trás e sim a vida "reagindo a você". Toda mudança de "foco" acarreta mudança de "vida".

Lúcifer, o projetista

Niom se manifestava através de um universo infinito, com bilhões de dimensões imateriais, onde o elemento de criação era o mais sutil de...