terça-feira, 24 de setembro de 2013

O invisível

 No frigir dos ovos

 Compreensível a cegueira humana


No frigir dos ovos o que mais sucesso faz nesta contemporaneidade são a falsidade e a mentira.

À noite eu vejo a mentira, que de dia transita em bocas sonâmbulas
Ávidas, famintas em busca daquilo que as nutre e sustenta
Pés descalços a caminhar nas brasas vivas da futilidade
Olhos que não veem a própria imagem refletida da alma

À noite eu vejo a maldade florescendo no coração do homem
Como erva daninha maculando a terra que lhe vivifica
Insuflando labaredas vermelhas de puro ódio e sangue
Contaminando a brancura da inocência de um sorriso

À noite eu vejo o "ceifador" impiedoso torturando vidas
Deleite de sombras que se regozijam com a dor humana
Um contexto sem eixo de um negro teatro de marionetes
Onde sobre aplausos de Deuses sanguinários a vida desvanece


À noite eu vejo a alma do homem desesperada fugindo de si mesma
Atormentada pela própria demência em busca de uma verdade menos dolorosa
Enfim amanhece o dia e posso ver nos olhos dos homens,
Uma ilusão, algo semelhante a esperança.
Compreensível a cegueira humana

Lúcifer, o projetista

Niom se manifestava através de um universo infinito, com bilhões de dimensões imateriais, onde o elemento de criação era o mais sutil de...