quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Um aprendizado na múlti dimensionalidade da vida


Fora do meu corpo de carne

 

 Seria o espírito ou Deus?

Tão somente a título de partilha venho dividir com o leitor, algo similar a um treinamento, que se repete em várias situações, quando me percebo fora do meu corpo de carne.
É notório que nos faltam palavras, que possam fazer uma melhor ligação com o que se busca passar, tendo em vista um bom entendimento de todos.
Em várias situações ao longo dos anos, como desta vez, estava consciente em um lugar, porém tudo era desconexo, nada parecia fazer sentido. Nada daquilo que funciona normalmente aqui funciona lá, como lógica, raciocínio e o nosso senso de orientação.
De um modo geral, a pessoa pode até ter lembranças bem vivas do local, das pessoas, mas nada é ou funciona como aqui.
Um cômodo de uma casa pode ser tão grande como uma cidade desconhecida, ou tão pequeno e apertado, como "uma lata de sardinha".
A sensação é de se estar sempre perdido, sem orientação e nenhuma de nossas referências, construídas neste planeta terra, nos servem para alguma coisa.
Hoje aprendi um fato novo, algo que nunca havia percebido antes, ali fora do corpo carnal, perdido em um lugar sem endereço, existe perigos desconhecidos, tantos quantos na terra, ou na carne, pela primeira vez em anos vi isso. No entanto quando me percebo perdido e desorientado nestas dimensões, primeiro busco-me localizar, me orientar, me harmonizar no ambiente, na situação. Quando não consigo, ergo meus braços acima da cabeça e foco toda a minha energia na palavra "pai", invoco um pai, que eu sei que tenho, ou apenas digo, " senhor heis-me aqui", imediatamente, instantaneamente, retorno ao meu veículo carnal.
Agora a pergunta que hoje não quer calar é a seguinte: O que acontece quando eu não tiver mais como referência este corpo de carne, para retornar a ele?
Acho morrer e tudo terminar muito, mais muito mais fácil, do que se ver perdido e completamente sem referência, num mundo totalmente desconhecido e desconexo, mil vezes pior que qualquer, "Matrix" ou "Viagem" (nome de filmes).
Acho que por pior que seja a situação no qual acorde, vou sempre recorrer a este "pai", que nunca me desamparou.
O quê este "pai é", ai sinceramente não sei.
Seria o espírito ou Deus, de quem tanto falam, ou outra coisa tipo a vida? Não sei. Apenas partilho com o leitor estas vivências e convido a reflexão.
Abraço de luz a todos, em união.

Pingos De Luz